O jogador de futebol Thiago Jotta da Silva, 23 anos, morreu nesta manhã por volta das 10h no hospital Salgado Filho, no Rio de Janeiro. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, o estado do atleta, que estava emprestado ao Estácio de Sá, tinha se agravado nesta terça-feira.
O jogador foi encontrado na semana passada algemado e com seis tiros. Segundo a polícia, ele contou que desistiu do casamento e a família da ex-noiva, Alyne Pádula Vianna Genaro, 23 anos, insatisfeita, quis se vingar. O padrasto seria cabo do 9º Batalhão de Polícia Militar. Um outro PM também teria participado da ação.
O envolvimento da ex-noiva, segundo o delegado-adjunto da 44ª DP (Inhaúma), Pablo Sartori, teria sido de levar Thiago para a emboscada. Na quinta à tarde, ela teria feito contato com Thiago, convidando-o a sair e foi buscá-lo em casa, em Bonsucesso, subúrbio do Rio, às 15h.
No caminho, o carro dele teria sido interceptado por outro veículo, supostamente dirigido pela madrasta, onde estariam o cabo e o outro PM. Levado para um local deserto, Thiago foi torturado e espancado por cerca de sete horas.
Depois de apanhar, o rapaz foi jogado na mala do carro e levado para a rua João Ribeiro, no Engenho da Rainha, onde seria assassinado, mas conseguiu correr. Os dois PMs teriam atirado nele, atingindo-o no peito, perna e braços. O jovem caiu em um valão, de uma altura de cerca de 3 m, e fingiu que estava morto.
Logo depois, Thiago pediu socorro e foi levado por PMs e bombeiros para o hospital Salgado Filho, no Méier. Lá, o atleta teria identificado o padrasto da ex-noiva como o homem que liderou a tentativa de homicídio. A ex-noiva e a madrasta foram presas suspeitas pelo crime.








