Mulher manda matar marido por ciúmes

O mecânico de motores marítimos João de Jesus Costa Alves, 65 anos, que foi atingido por três tiros em março, no centro do Rio, descobriu nas por meio de investigações da polícia, que foi vítima da dona-de-casa Florentina Margarida da Silva Alves, 64, com quem viveu mais de 30 anos e teve duas filhas. Ele sobreviveu após uma operação no Hospital Souza Aguiar. Segundo investigações da 5ª DP (Gomes Freire), Florentina, por ciúme, encomendou por R$ 20 mil a morte do marido, que planejava deixá-la para viver com outra mulher no Maranhão.

O crime aconteceu na rua do Riachuelo em frente ao número 171, onde o casal morava. Florentina e Jaílson Simões da Silva, 24 anos, que teria dirigido o carro usado no crime, estão presos. A polícia procura Carlos Eduardo Justino de Aquino, o Sagaz, 28, que seria o autor dos disparos. Moradores do Morro do Turano, no Rio Comprido, eles teriam sido contratados por Florentina para a execução.

“Ela foi vista várias vezes na favela. Numa delas, mostrando a foto do marido aos criminosos. Em outra, fazendo o pagamento. Jaílson não recebeu nada pela participação no crime”, disse o delegado-adjunto da 5ª DP, Leandro Silva. De acordo com ele, foi Florentina que avisou Sagaz pelo celular quando João saiu de casa, às 6h30 do dia 13 de março.

Jaílson foi o primeiro a ser preso. A polícia o identificou pelas digitais deixadas no carro. Depois de várias operações, ele foi preso por acaso ao encontrar o delegado numa oficina mecânica no Rio Comprido. No caso de Florentina, foi o celular usado por Sagaz que a levou à prisão. O aparelho foi encontrado no local do crime por um PM e entregue a ela. Questionada pela polícia sobre o telefone, acabou levantando suspeitas. “Recebemos também denúncias de que ela era a mandante”, disse.

Reconhecimento

Foi pedida, então, a quebra do sigilo telefônico de Florentina. Segundo as investigações, várias ligações para um mesmo celular minutos antes do crime foram encontradas. O telefone usado por Sagaz não estava no nome dele, mas de um primo, que até então a polícia pensava ser o executor. Chamado à delegacia onde prestou depoimento, o primo foi fotografado, mas a foto enviada por e-mail não foi reconhecida por Jaílson, que está preso na 73ª DP (Neves). Dias depois, já com a foto de Sagaz, a polícia fez o mesmo procedimento e ele foi reconhecido.



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