Polícia Federal prende suspeitos de fornecer drogas ao PCC

Durante as investigações, cerca de 380 kg de pasta base de cocaína foram apreendidos no meio de uma carga de milho, em Alto Araguaia (MT)

A Polícia Federal havia prendido, até as 12h30, 41 suspeitos de participarem de um esquema de transporte e revenda de drogas nos Estados de Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Maranhão, Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal. De acordo com a PF, 70% da pasta base de cocaína revendida pelo grupo era comprada pela organização Primeiro Comando da Capital (PCC).

A polícia afirma que o principal alvo da Operação Aracne também foi preso. O fazendeiro, que não teve o nome divulgado, usaria propriedades rurais para esconder e distribuir a pasta base de cocaína que era comprada de dois cartéis da Bolívia. O suspeito tem, entre o patrimônio estimado, quatro propriedades rurais e 10 mil cabeças de gado.

Foram expedidos 53 mandados de prisão. Dos 41 mandados já cumpridos, 28 foram em Mato Grosso. Outras 14 pessoas já estavam detidas, em São Paulo e Mato Grosso, e são acusadas de comercializar a droga de dentro da cadeia. A polícia também a prisão preventiva para mais 30 supostos participantes do esquema.

A PF apreendeu durante a ação 13 veículos, máquinas agrícolas, gado e a Justiça determinou o seqüestro e indisponibilidade dos bens, direitos e valores dos suspeitos, como imóveis, empresas, propriedades rurais e outros. Esses bens seriam utilizados para fazer lavagem de dinheiro. Foram recolhidas duas aeronaves que seriam utilizadas para o transporte da droga para o Brasil.

De acordo com o delegado federal de Barra do Garças, Éder Roda Magalhães, “parte das pessoas que foram detidas são empresários e fazendeiros que não eram conhecidos ainda por envolvimento com o tráfico de drogas”. O delegado afirma ainda que apenas do fazendeiro preso, considerado o principal alvo da ação, foram apreendidas 3 t de pasta base. Cada 1 kg dessa substância pode se transformar, após o refino, em 3 kg de cocaína ou de crack.

A droga, depois de passar pelas fazendas, seria transportada em caminhões misturada em cargas de soja e milho e revendida para outros intermediários, que levariam a pasta base até o PCC.



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