Cinco pessoas foram presas ontem suspeitas de integrarem a chamada “máfia das UTIs”, que agia no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), entre os envolvidos estão médicos, servidores de hospitais públicos e funcionários das unidades particulares.
Os suspeitos foram investigados durante oito meses pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Administração Pública (Derccap), e por integrantes do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRC) do Ministério Público.
As investigações apontaram, segundo o MP, que o grupo fazia o encaminhamento direcionado de pacientes para Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de determinados hospitais da rede privada conveniados ao SUS, mediante pagamento de propina; favorecimento de serviços de ambulância, também com pagamento de vantagem indevida, e, ainda, venda de guias de internação, as chamadas Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs).
De acordo com o coordenador do Centro de Apoio Operacional (CAO) do Cidadão, o promotor Marcelo Celestino, um dos grandes danos causados pelo esquema é a oneração desnecessária dos serviços de saúde com, por exemplo, a manutenção em UTIs além do tempo necessário de pacientes já restabelecidos.
Os suspeitos presos foram ouvidos pelo delegado Celso Eusébio Ferreira. Eles devem responder pelos crimes de desvio de recursos da saúde, corrupção e tráfico de influência. O MP pediu a revogação da prisão dos acusados, mas eles foram liberados no início da noite.








