Gaúcho morre ao desarmar fogos de artifício

O trabalho do gaúcho Valderi Miller Pires, 38 anos, era de alto risco: ele desmontava os fogos de artifício que não estouravam, após um show pirotécnico.
Fazia isso no final da tarde de sábado, com o material que sobrou da festa de Réveillon, em Florianópolis, quando uma das bombas explodiu nele.

O acidente aconteceu por volta das 18h. Pires morreu na hora. A bateria de fogos estava em uma balsa, em frente à escola de remo Aldo Luz, na Baía Norte, entre as pontes Hercílio Luz, Pedro Ivo Campos e Colombo Salles, no centro de Florianópolis. A Polícia Civil esteve no local e irá instaurar um inquérito para apurar as causas da morte.
De acordo com Marcelo Andrade, pirotécnico e funcionário da Cia Show, empresa responsável pelos fogos e para a qual Pires trabalhava, não foi a explosão em si que causou a morte do gaúcho, mas o calor e o deslocamento do ar no momento da explosão.
– Foi uma fatalidade. Ele trabalhava com isso havia seis anos. Tinha experiência. Não sabemos se a bomba caiu ou se estourou sozinha. Sei que atingiu o rosto dele e ele caiu. Estamos todos abalados – afirma.
Pires era natural de Santana do Livramento, na Fronteira Oeste, mas o corpo foi levado para Cachoeirinha, onde mora a família. A Cia Show interrompeu os trabalhos em função da morte de Valderi. Hoje, os técnicos devem voltar a Florianópolis para limpar o local.



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