Desaparecida é achada flutuando em baía

Quase três semanas depois de o seu desaparecimento ter sido comunicado, uma jovem professora foi encontrada flutuando na baía superior de Nova York ontem, e foi resgatada por marinheiros de uma das balsas que conectam Manhattan a Staten Island.

A professora, Hannah Upp, 23 anos, foi retirada do mar, transportada para a terra e internada no Centro Médico da Universidade Richmond, em Staten Island. O hospital informou que ela se encontra em condição estável.

O desaparecimento de Upp, que está realizando um trabalho de aperfeiçoamento como professora no departamento de educação de Nova York e deveria ter começado seu segundo ano como professora de espanhol na Thurgood Marshall Middle School, no Harlem, era um mistério para os seus parentes e amigos e deu origem a uma busca que se espalhou por toda a cidade. O sindicato dos professores havia oferecido uma recompensa de US$ 10 mil por qualquer informação.

Depois que Upp desapareceu – em 29 de agosto, pouco antes do começo do ano letivo -, investigadores encontraram suas chaves, cartões de crédito, carteira, celular e outras posses no apartamento em que vivia, em Hamilton Heights, na parte norte de Manhattan. O último saque de dinheiro registrado em sua conta bancária aconteceu em 28 de agosto.

Upp foi vista no começo de setembro verificando e-mails em uma loja da Apple na Quinta Avenida com rua 59, em Manhattan, segundo a polícia.

Quando um rapaz com quem ela havia estudado na Universidade Rice se aproximou para cumprimentá-la, ela evitou contato e desapareceu de novo.

A polícia determinou que Upp havia visitado a loja duas vezes em quatro dias, e que estava tomando banhos em unidades da New York Sports Clubs, uma cadeia de academias da qual é sócia, de acordo com Paul Browne, o principal porta-voz do Departamento de Polícia.

Na manhã da terça-feira, ela foi vista em uma loja da Dunkin’Donuts perto do terminal da balsa de Staten Island. Mas quando policiais chegaram ao local, ela aparentemente já havia se lançado ao mar.

Pouco antes das 12h, quando a balsa John J. Marchi estava se aproximando do terminal em Staten Island, um dos pilotos portuários viu uma mulher na água. Ele instruiu alguns dos marinheiros da balsa a lançar um bote de resgate e o conduziu na direção dela, disse Scott Gastel, porta-voz do Departamento de Transportes, que opera a balsa.

Michael Sabatino, 28 anos, que estava operando o bote de resgate – um barco de 3,6 m com um motor de popa -, avistou Upp, desacelerou o motor e a segurou pelo tornozelo, enquanto um segundo marinheiro a apanhava pelos ombros e costas.

“Ela estava flutuando com o rosto afundado na água, e parecia morta”, disse Sabatino. “Quando a colocamos no barco, ela primeiro aspirou muito ar, sofregamente, e depois começou a chorar”.

Upp estava vestindo as mesmas roupas que portava quando desapareceu: uma camiseta vermelha sem mangas e shorts pretos.

Browne disse que não queria especular sobre os motivos para que Upp tivesse pulado no mar. Ela se recusou a conversar com a polícia. Hannah Wood, amiga de Upp, declarou na terça-feira que acreditava que a mãe de Upp em breve estaria com ela, mas se recusou a fazer qualquer outro comentário.



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