Um homem-bomba matou 12 pessoas e deixou outras 17 feridas dentro de uma mesquita xiita em Bagdá, na hora das orações na sexta-feira, segundo a polícia.
O Exército norte-americano disse que relatos iniciais indicam que o homem-bomba matou sete fiéis e feriu 30.
O ataque aconteceu um dia depois de o Parlamento iraquiano ter aprovado um acordo de segurança com Washington que permite às tropas norte-americanas permanecer no país por mais três anos. O acordo também submete as forças dos EUA ao controle do governo de Bagdá a partir de 2009.
A mesquita, que fica 60 quilômetros ao sul de Bagdá, é frequentada por fiéis seguidores do clérigo xiita anti-EUA Moqtada al-Sadr.
Parlamentares leais a Sadr se opuseram ao pacto de segurança, exigindo que as tropas norte-americanas se retirassem imediatamente.
A explosão aconteceu pouco depois do início das orações, segundo uma fonte policial, que pediu para não ser identificada. A polícia iraquiana e os soldados rapidamente isolaram a mesquita.
A violência diminuiu no Iraque, atingindo os níveis mais baixos em quatro anos, mas ataques com carros e homens-bomba continuam a ser feitos pela Al Qaeda ou por grupos ligado à rede.
Autoridades da ONU dizem que os ataques tinham o objetivo de provocar novas lutas sectárias entre a minoria sunita, que já foi ligada à Al Qaeda, e a maioria xiita, que agora controla o Iraque.








