Apontado como chefe do tráfico na Cidade Alta, em Cordovil, no Rio, Gilberto Martins da Silva, o Mineiro, 46 anos, foi morto ontem por policiais do 16º Batalhão da Polícia Militar (Olaria). Segundo o comandante de Policiamento da Capital, coronel Marcus Jardim, o confronto aconteceu por volta das 17h, quando os PMs chegaram à comunidade para acompanhar o encerramento da votação e escoltar as urnas de seis seções. Outros dois homens, que seriam seguranças do bandido, também morreram.
O tiroteio começou na rua Porto Velho, próximo à Praça do Skate. De acordo com policiais que participaram da ação, havia pelo menos 20 bandidos no grupo de Mineiro.
Ele e os seguranças foram mortos perto da quadra de esportes da comunidade. Um revólver 38 e duas pistolas foram apreendidos. O próprio comandante do batalhão, tenente-coronel José Vieira de Carvalho, comandou as equipes durante a troca de tiros. Segundo ele, as urnas foram retiradas do local em segurança.
Os três baleados foram levados para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, onde morreram. O comércio da Cidade Alta fechou as portas. O Serviço Reservado do batalhão de Olaria vinha acompanhando os passos do chefe do tráfico há três meses. Em 21 de agosto, a equipe prendeu seu braço-direito, Arilson Lúcio Neves.
Para evitar confrontos e represálias, duas guarnições do Batalhão de Choque ficaram de prontidão no início da noite na rua Mar Grande, principal acesso à Cidade Alta. Veículos considerados suspeitos que saíam da comunidade eram parados e seus ocupantes, revistados.
Por volta das 20h, traficantes apareceram no alto da rua e fizeram disparos em direção aos policiais. A equipe se espalhou, e dois PMs entraram num dos blocos de edifícios residenciais do local. De um muro que divide o condomínio de outra parte da favela foram disparadas rajadas de fuzil. Momentos depois, uma granada foi lançada e explodiu próximo a uma viatura.
Os policiais não revidaram e o tiroteio cessou. Ainda assim, alguns moradores que chegavam à comunidade ficaram assustados e preferiram não subir. Por volta das 21h, outras quatro viaturas chegaram em reforço e se distribuíram, promovendo um cerco aos acessos à Cidade Alta








