Quatro mortos em uma mesma família

Em menos de 10 minutos, Dilson Pereira da Silva, 36 anos, matou quatro pessoas da mesma família, numa série de assassinatos que estarreceu o pequeno município de Guaporé, na Serra, na noite de domingo. Depois de cometer os crimes, suicidou-se.
Silva matou a ex-companheira Ana Carla Luis Strapazzon, 21 anos, a sogra, Inês Nunes de Lima, 38 anos, o companheiro dela, Leandro da Costa, 29 anos, e a ex-cunhada Jéssica Lima Luísa, 17 anos. Ana Carla, Inês e Costa participavam de uma festa no Clube 1º de Maio, quando foram abordados por Silva. Do lado de fora da festa, ele atirou nos três. A sogra morreu no local, Ana Carla e Costa foram levados para o hospital, mas não resistiram.
Depois de matar as primeiras vítimas, Silva foi até a casa onde morava a família, distante cem metros do local dos primeiros crimes, arrombou a porta dos fundos e matou a ex-cunhada Jéssica, que estaria dormindo. No momento deste último assassinato, Vitória, cinco anos, filha de Ana Carla, e Willian, um ano, filho de Jéssica, também estavam no local, mas nada sofreram. Silva se matou dentro da residência da família com um tiro na cabeça.
– Provavelmente se trata de um crime passional – disse o delegado Rodrigo Kegler Duarte, da Delegacia da Polícia Civil de Tapejara, que atende temporariamente a Guaporé.
De acordo com pessoas próximas à família, Ana Carla e Silva, que seria funcionário de uma empresa de construção civil, moraram juntos, mas haviam se separado recentemente depois de uma relação de menos de um ano. De acordo com o delegado, no dia 24 de fevereiro, Ana Carla registrou uma ocorrência contra Silva depois de ter sido agredida. Conforme o relato da vítima, o ex-companheiro a teria ameaçado de morte. A mãe dela vivia com Costa em Guaporé havia cerca de 20 dias – antes, moravam em Serafina Corrêa – para cuidar da neta.
– Ela (Inês) voltou para cá, já que o Leandro (Costa) iria ganhar um terreno para construir uma casa – contou a cunhada de Inês, Dolores Rodrigues de Lima, 45 anos.
Segundo ela, Jéssica estava passeando na casa da mãe quando foi morta. Casada, a jovem morava no Paraná com o marido e com o filho de um ano. Dolores disse ainda que a sobrinha estaria grávida de dois meses, versão não confirmada pela polícia. O resultado da perícia feita nos corpos só deve ser divulgado na próxima semana. Somente a partir daí a polícia saberá dizer quantos tiros levou cada vítima, qual a ordem dos assassinatos e se a gravidez de Jéssica realmente existia. A arma usada no crime, um revólver calibre 38, não tinha registro.



[Post to Twitter] Tweet This Post 

About the Author